Redações 2025: a importância da leitura e da escrita na prova

Maria Eduarda Peloggia Lunardelli

Não é novidade que o Vestibular Unicamp se diferencia dos demais por diversos fatores. Seja pela forma como exige do candidato a aplicação dos conhecimentos teóricos em situações hipotéticas do cotidiano, seja pela maneira como as provas são estruturadas – considerando o vestibulando como alguém que aprende de fato, e não apenas decora conteúdos –, o processo seletivo da Unicamp segue inovando e chamando atenção de estudantes, professores e de toda a comunidade acadêmica. Ainda assim, não há dúvidas de que, mesmo com todos os diferenciais, a prova de redação continua sendo a mais importante e a mais comentada. 

Devido ao seu caráter singular, que exige do candidato a mobilização de habilidades específicas, como identificar, comparar, interpretar, questionar, criticar e construir seus próprios argumentos – para além do clássico “ler e escrever” –, a redação da Unicamp não apresenta modelos fixos de textos a serem seguidos. A cada edição, a prova oferece não apenas uma, mas duas propostas inovadoras de redação, para que o candidato decida sobre qual irá trabalhar e, assim, demonstre seu conhecimento, sua habilidade argumentativa e sua capacidade de leitura crítica da coletânea e do mundo. 

Dessa forma, as propostas trazem temas e gêneros textuais distintos que, como forma de estudo e preparação, incentivam o vestibulando à prática constante da leitura crítica e da escrita em diferentes contextos de interlocução e abordagens temáticas. 

Como destacam o diretor da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), José Alves de Freitas Neto, e a coordenadora acadêmica da comissão, Márcia Mendonça, na apresentação do livro Redações 2025: Vestibular Unicamp – Vestibular Indígena, as propostas de redação não seguem um padrão. Portanto, não há modelos estruturais ou exemplos de textos que possam ser copiados à risca para garantir um bom desempenho na prova.  No entanto, vale ressaltar que, ao se solicitar a produção de cartas, contos, manifestos, atas de reunião, textos informativos ou apresentações, por exemplo, as temáticas abordadas sempre estarão relacionadas a assuntos de grande relevância na atualidade. Esses temas colocam em debate a capacidade do candidato de articular os textos da coletânea com seu próprio repertório sociocultural.  

Numa época em que se afirma que os jovens leem pouco, que não se interessam por refletir sobre a realidade ou que não têm o domínio de linguagem necessário para a produção textual, as redações selecionadas neste livro demonstram como a leitura e a escrita foram articuladas a partir das experiências sociais, históricas e culturais das autoras e dos autores que estão sendo publicados/as, pois se articularam diretamente com temas presentes no universo da juventude pré-universitária.

Foi pensando nas dificuldades enfrentadas por muitos alunos ao tentar estudar de forma engessada para a prova de redação da Unicamp que a Editora da Unicamp e a Comvest criaram a Série Redações do Vestibular Unicamp. Fruto de uma parceria de longa data, a série publica, anualmente, uma nova edição com alguns dos melhores textos produzidos no último vestibular, com o objetivo de fornecer aos alunos e professores exemplos que sirvam como referência para compreender o que se espera de uma boa redação. 

 Assim, Redações 2025: Vestibular Unicamp – Vestibular Indígena busca, por meio da análise dos responsáveis pelas provas e da apresentação dos textos selecionados, reforçar a importância de uma leitura atenta dos textos de apoio e da realidade. O livro está organizado em duas partes principais, que abrangem, respectivamente, as propostas e redações do Vestibular Unicamp e do Vestibular Indígena. A obra também conta com uma apresentação assinada pelos responsáveis da Comvest, na qual são destacados os principais objetivos e intenções que norteiam a elaboração das propostas de redação. 

A primeira parte, introduzida com o texto de Cynthia Agra de Brito Neves e Daniela Birman, “A urgência da igualdade de gênero no Congresso Nacional e da regulamentação das bets no Brasil”, oferece um panorama das propostas, apresentadas na íntegra, esclarece o que se esperava dos candidatos e reúne 30 redações muito bem avaliadas – 15 para cada proposta. 

Seguindo a mesma lógica, a segunda parte traz o texto introdutório “A prova de redação no Vestibular Indígena Unificado 2025: cultura alimentar e justiça climática em pauta”, de Luciana Amgarten Quitzau, Guilherme Jotto Kawachi e Anderson Carnin, seguido da apresentação das duas propostas aplicadas, seus critérios de avaliação e 6 textos exemplares – 3 para cada proposta. 

Redações 2025: Vestibular Unicamp – Vestibular Indígena segue a lógica da série e do próprio vestibular, instigando a reflexão sobre temas importantes da atualidade e contribuindo para o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita dos vestibulandos. O livro é, portanto, uma excelente ferramenta para quem está se preparando para as próximas edições do Vestibular Unicamp. 

Para saber mais sobre o livro, visite o nosso site!

Redações 2025: Vestibular Unicamp – Vestibular Indígena

Organização: Comvest

ISBN: 978-85-268-1790-6

Edição: 1ª

Ano: 2025

Páginas: 168

Dimensões: 14 x 21 cm

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